18 de Mayo: un paso en la lucha. Un llamamiento a continuarla

El pasado domingo 18 de Mayo dimos un pequeño pero importante paso en la lucha por el Mundo Rural. Tras unos meses vinculándonos, gentes de muy diversas localidades (en las que se salió a la calle y en otras muchas) nos hemos unido para defender nuestro mundo, de manera horizontal, descentralizada y autogestionada. Frente a la destrucción a la que el Capitalismo lo somete. Y porque sabemos que es parte (y muy importante) de la solución a los problemas que padecemos en todas partes, rurales y urbanas. Porque el futuro es rural.

Queremos resaltar que en este proceso que hemos iniciado, estamos superando no sólo límites geográficos, sino también los límites de las luchas parciales. Unos límites que es el propio sistema el que nos intenta imponer. Porque sabemos que los problemas que padecemos están todos vinculados, que son parte de una misma agresión en todas partes. Pero hemos hecho esto sin renunciar a las características específicas de cada zona, localidad y grupos. Sabiendo que se trata de luchar por todas y cada una de las reivindicaciones que tenemos. Pero respetando la autonomía y la libertad que marcan las prioridades en cada momento.

Nos hemos juntado para luchar. Y queremos juntarnos con muchas y muchos más. Por eso hacemos un llamamiento a sumarse a este proceso. En la seguridad de que la lucha es el único camino válido para defender el Mundo Rural.

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Mapa de movilizaciones

LOUSAME, 18 de Maio: O MUNDO RURAL EM PÉ

Lousamehttp://www.partidodaterra.net/rural-em-pe/

Movilización en VILLATOYA

EL DOMINGO 18 DE MAYO DE 2014, EN VILLATOYA, MOVILIZACIÓN ¡¡POR UN MUNDO RURAL VERDADERAMENTE VIVO, ORGANICÉMONOS PARA LUCHAR!!

Diversos colectivos de La Manchuela hemos decidido adherirnos a la jornada de movilización a favor del mundo rural que se ha convocado en el Estado español para el domingo 18 de mayo de 2014. Su lema es ¡POR UN MUNDO RURAL VERDADERAMENTE VIVO! ¡ORGANICÉMONOS PARA LUCHAR! y pretende denunciar las políticas de recortes en diferentes ámbitos sociales que están afectando muy negativamente a la calidad de vida de la gente que vive en los pueblos.

Hemos decidido que se celebre en Villatoya (Albacete), en la Plaza de Castilla-La Mancha, de acuerdo con el siguiente programa de actividades:

 10,30 horas. Recepción de los/as participantes.

11,00 horas. Asamblea ciudadana para poner en común Las políticas públicas que agreden a nuestro medio rural y los colectivos ciudadanos que están defendiendo la dignidad de nuestros pueblos. Contaremos con la presencia de diferentes colectivos de los ámbitos de la educación, la sanidad, los servicios sociales, la administración local, la ecología, la agricultura campesina, las cajas rurales, la cultura, la defensa de los derechos de los/as consumidores/as, etc.

13,00 horas. Concentración y lectura del manifiesto POR UN MUNDO RURAL VIVO

14,00 horas. Comida en la zona recreativa de La Piedra, junto al río Cabriel. Cada uno/a trae su fardel, merendera, bota, porrón y botijo…. y compartimos.

16,00 horas. Juegos populares rurales y paseos en burras

Animaos a venir, a compartir vivencias y a unir esfuerzos para mejorar nuestros pueblos y defender nuestra tierra, la de nuestros/as abuelos/as….la de nuestros/as nietos/as.

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O Futuro é Rural: Defende-o!

A crise também ataca o mundo rural popular
No percurso forçado para a desumanização no que se converteu o dia-a-dia da nossa sociedade, o espaço rural, as suas gentes, o seu ambiente, os seus bens e as suas culturas, continuam sendo especialmente maltratados polos interesses das elites políticas e económicas. Utilizam a crise, o medo e a coação como ferramentas, e a autoridade do Estado como executor. O capital segue a sua lógica de acumulação. E nós, o mundo rural, estamos no meio do seu caminho.
As fórmulas de democracia rural autogestionária (como as juntas vizinhais, os concelhos abertos, os baldios e as entidades locais ‘menores’), enfrentam-se à sua extinção, absorvidas pola centralidade do Estado, que decreta a limitação dos nossos direitos por um desajuste geral nas suas contas. Destruir as precárias estruturas políticas do rural é desarmar-nos frente à crescente privatização e supressão de serviços básicos, o espólio dos bens comunais, o fim de era da energia barata e abundante (o chamado “pico do petróleo”) e a destruição ambiental com novos projetos poluentes: um rural envenenado e desumanizado, onde apenas se apresenta a opção de emigrar, desertando das nossas raízes.

Precisamos unir-nos na luita
Os conflitos concretos de alguns territórios e os ataques gerais a toda uma sociedade devem ter uma resposta comum. Agora mais do que nunca é necessária consciência e solidariedade entre aldeias, freguesias, povos, comarcas e cidades enclavadas no campo. Devemos gerar um enquadramento onde todas as luitas se convertam em uma só voz, caminhando, sem medo, para a re-ruralização e a re-agrarização. O mundo rural é fundamental para a sobrevivência e sustentabilidade das sociedades. Esta é a nossa força. Não somos o problema. Somos parte fundamental da solução. O futuro é rural.

A soberania local extingue-se
A ofensiva recentralizadora, concretizada no Estado espanhol com a chamada “Lei de racionalização e sustentabilidade da administração local”, ou “Lei Montoro”, e em Portugal com a lei de extinção de freguesias, procura afastar a capacidade de decisão política dos núcleos rurais. Não só se suprimem as chamadas “entidades locais menores” e as “freguesias”, fórmulas que davam amparo a instituições de governo popular em concelho aberto com mais de mil anos de existência, senão que também se esvaziam de atribuições os municípios de menos de 20.000 habitantes no Estado espanhol, o qual representa 95% das entidades municipais. As deputações provinciais passariam a gerir os serviços e bens comunais, podendo agrupá-los em pacotes facilmente privatizáveis num Estado que está liquidando existências.
Além disso, a reforma “Montoro” pode chegar a afetar a 3 milhões e meio de hectares de terras comunais, que em alguns territórios, como Leão, superam o 32% da superfície provincial, passando a ser geridas desde instâncias mais afastadas, sentando um perigoso precedente para o monte em mão comum e baldios. Tanto as juntas vizinhais como as assembleias de comuneiras foram um exemplo de gestão cidadã direta durante décadas. Mas querem fazê-las desaparecer.

Um Mundo Rural sem serviços públicos
O Estado em mãos do capital continua utilizando a constante e premeditada degradação da educação e a saúde pública no rural como ferramenta para uma política de genocídio demográfico iniciada durante o franquismo. Isto traduz-se na externalização de serviços, consultorias e assistências para o setor privado, provocando a concentração de alunos nas sala de aulas e a clausura de escolas, o aumento das listas de espera, a clausura ou a limitação das urgências, o repago nos serviços sociais pola sua privatização, ou o seu desaparecimento direto em muitos municípios.

Atacam o ambiente, a nossa saúde e as nossas formas de vida
O interesse do capital corporativo polos recursos naturais do mundo rural sempre supôs maiores prejuízos que benefícios para os seus habitantes e o ambiente. A nossa dependência da Terra, dos bosques e das águas limpas para desenvolver as nossas atividades, exige que não possamos permitir mais espólios e agressões. À já longa lista de irracionalidades cometidas no rural em nome do mau chamado progresso (térmicas, cimenteiras, químicas, urbanismo deflorestador, nucleares?), agora há que somar o interesse das grandes multinacionais por projetos altamente poluentes como o fracking ou a minaria a céu aberto.
O progresso utilizou a amplitude rural para extrair, transformar e amorear o que resultava perigoso. Somos a cloaca do progresso, o último vertedoiro dos resíduos de um sistema que com o fim de maximizar o benefício económico de uns poucos provoca o sofrimento de muitos.

Sem trabalho digno: o mercado destroça o rural
As economias locais enfrentam-se a um desgaste constante; as trabalhadoras autónomas afogam enquanto aguardam a prometida atividade; e o pequeno comércio desaparece lastrado pola perda de capacidade aquisitiva que supõem o desemprego e a precariedade assim como pola concorrência injusta das grandes áreas comerciais. As trabalhadoras agrárias vêem como se reduzem os seus benefícios pese à dureza do trabalho e o aumento dos custos. Em muitos casos dá-se a odiosa situação de que, embora trabalhem, se encontrem em uma situação próxima à pobreza.
A agricultura e a gandaria, setores fundamentais não só para a sobrevivência das zonas rurais senão também para alimentar aos habitantes das zonas urbanas, unidas aquelas desde sempre à terra, converteram-se numa máquina productivista ao serviço do mercado, seguindo as suas regras: crescer em tamanho e quantidade (“só os grandes sobrevivem”, dizem) para continuar acumulando. Esta carreira fratricida está a empurrar aos pequenos produtores à desaparição e os recursos ao esgotamento. Exemplos são a sobre-exploração de aquíferos ou a contaminação da terra e da água polos fitosanitários e fertilizantes. A indústria agroalimentar é a alavanca utilizada polo mercado para transformar o campo conforme os seus interesses.
Nas últimas décadas foi diminuindo o número de explorações agropecuárias. Menos explorações, mas com muita mais terra concentrada em menos mãos. Observa-se também que aumentaram o número de sociedades mercantis não cooperativas e a percentagem de terra que possuem. Estes factos, junto do acréscimo do preço do chão agrícola, explicam a mercantilização da terra, promovida polas políticas agrárias estatais e europeias que estão na base da desigualdade no mundo rural. No entanto, cresce o número de jovens sem emprego no rural e incrementa-se o peche de explorações familiares e pequenas cooperativas.

A sociedade rural desorientada
Os valores positivos da cultura rural: a solidariedade, a ajuda mútua, a relação com o ambiente, estão a ser substituídos polas regras do capitalismo: a competitividade, o imediatismo, a ambição, a servidão. A nossa identidade rural dilui-se entre o medo e a cobiça, destruindo e desprezando o legado histórico e cultural, material e imaterial, que está mais ameaçado do que nunca.
Por sorte, uma nova geração comprometida com a mudança pode e quer fazer-se cargo de recuperar e estender esses valores positivos. Apostar na vida rural e labrega é uma forma de resistir às normas do capital. Uma nova sociedade rural quer emergir integrando a agroecologia como o seu meio de vida. E a mulher toma a iniciativa, ressarcindo-se do maltrato que o Estado e o Capitalismo, eminentemente patriarcais, impuseram sobre a organização social rural.

Um Estado repressor
Não nos interessam as desculpas que utilizem: este Estado fracassou na sua pretensa obriga de velar polo bem comum. Agora todas as suas mentiras ficam evidentes: sempre foi “O seu Estado”, o dos poderosos, a sua ferramenta para garantir os seus interesses e os seus privilégios.
A cidadania tem o dever de forçar a saída dos que sustentam o Estado para poder mudar as regras do jogo. Todos eles devem ir embora. Afirmamos firmemente que isto não é democracia. Ao poder as nossas queixas não lhes importam: têm o seu próprio plano e pretendem criminalizar, ameaçar e reprimir tudo aquilo que se lhe oponha. Por isso, não queremos pedir-lhes nada.

Que podemos fazer?
Devemos tomar consciência de qual é a situação à que as nossas vidas se enfrentam. E, a partir daí, sem nenhuma dúvida, é necessário estar unidos, o que, a diferença de estar juntos, implica um grau superior de compromisso e solidariedade. Devemos conquistar a autonomia nas nossas decisões. É a mobilização de mãos dadas a que ajuda a criar essa alternativa. A mobilização e todas as ações que as rodeiam são fundamentais: não para pedir ao Estado, mas para gerar consciência coletiva, para nos sentir acompanhados, para aprender, e sobretudo para sentir a força que temos para impor uma mudança.

Como podemos fazê-lo?
Entendemos que é necessária uma mobilização permanente, global e ao mesmo tempo descentralizada e autogestionária. Há que abandonar a ideia de centralidade, e dificultar o controlo estatal através da própria multiplicidade da mobilização. Acabaram-se os tempos de suplicar ao poder.
As iniciativas devem surgir autonomamente desde todo o tipo de organizações, coletivos de base, associações, comunidades de montes ou pessoas individuais, em cada vila, freguesia ou aldeia, e precisam também do apoio decidido das pessoas que vivem nas cidades, pois o futuro do rural é também garantia do seu próprio futuro. Comecemos!

Defende a tua Terra!

Galiza não se vende!

“El Futuro es Rural: ¡Defiéndelo!”

 La crisis también ataca el mundo rural popular .

En el obligado camino hacia la deshumanización en el que se ha convertido el día a día de nuestra sociedad, el espacio rural, sus gentes, sus entornos, sus bienes y sus culturas, continúan siendo especialmente maltratados por los intereses de las élites políticas y económicas. Utilizan su crisis, el miedo y la coacción como herramientas, y la autoridad del Estado como ejecutor. El capital sigue su lógica de acumulación y acaparamiento. Y nosotras, el mundo rural, estamos en su camino.

Las fórmulas de democracia rural autogestionaria (como las juntas vecinales, concejos abiertos y entidades locales “menores”), se enfrentan a su extinción, absorbidas por la centralidad del Estado, la cual decreta que deben limitarse nuestros derechos por un descuadre general en sus “cuentas”. Destruir las precarias estructuras políticas del mundo rural es desarmarnos frente a la creciente privatización y supresión de servicios básicos, el expolio de los bienes comunales, el fin de la era de la energía barata y abundante (el llamado “cénit del petróleo”) y la destrucción ambiental con nuevos proyectos contaminantes: un mundo rural envenenado y deshumanizado, donde apenas se presenta la opción de emigrar, desertando de nuestras raíces.

La soberanía local se extingue.

La ofensiva re-centralizadora, concretada en el Estado español con la llamada “Ley de racionalización y sostenibilidad de la administración local”, o “Ley Montoro”, y en Portugal con la ley de extinción de freguesias, busca alejar la capacidad de decisión política de los núcleos rurales. Se quiere suprimir las llamadas “entidades locales menores” y “freguesias”, fórmula que daba amparo a instituciones de gobierno popular en concejo abierto con más de mil años de existencia. Las Diputaciones Provinciales pasarían a gestionar los servicios y bienes comunales, pudiendo agruparlos en paquetes fácilmente privatizables.

Además, la reforma puede llegar a afectar a 3 millones y medio de hectáreas de tierras comunales, que en algunos territorios, como León, superan el 32% de la superficie provincial, pasando a ser gestionadas desde instancias mas alejadas. Las juntas vecinales han sido un ejemplo de gestión ciudadana directa durante décadas. Pero quieren hacerlas desaparecer.

Un Mundo Rural sin servicios públicos.

El Estado en manos del capital continúa utilizando la constante y premeditada degradación de la educación y la sanidad como herramienta para una política de genocidio demográfico iniciada durante el franquismo. Esto se traduce en la externalización de servicios, consultorías y asistencias hacia el sector privado, provocando el hacinamiento de alumnos en las aulas y el cierre de colegios, el aumento de las listas de espera, el cierre o la limitación de las urgencias, el repago en los servicios sociales por su privatización, o su desaparición directa en muchos municipios.

Atacan nuestro medio ambiente, nuestra salud, y nuestras formas de vida.

El interés del capital corporativo por los recursos naturales del medio rural siempre ha supuesto mayores perjuicios que beneficios para sus habitantes y el entorno. Nuestra dependencia de la tierra, los bosques y las aguas limpias para desarrollar nuestras actividades, exige que no podamos permitir más expolios y agresiones. A la ya larga lista de irracionalidades cometidas en el campo en nombre del mal llamado progreso (térmicas, cementeras, químicas, urbanismo deforestador, nucleares…), ahora hay que sumarle el interés de las grandes multinacionales por proyectos altamente contaminantes como el fracking o las minas a cielo abierto.

El progreso ha utilizado la amplitud rural para extraer, transformar y amontonar lo que resultaba peligroso. Somos la cloaca del progreso, el último vertedero de los residuos de un sistema que con el fin de maximizar el beneficio económico de unos pocos provoca el sufrimiento de muchos.

Sin trabajo digno: el mercado destroza el campo.

Las economías locales se enfrentan a un desgaste constante; los trabajadores autónomos se ahogan mientras esperan la prometida actividad; y el pequeño comercio desaparece lastrado por la pérdida de capacidad de consumo que suponen el desempleo y la precariedad y por la competencia tramposa de las grandes empresas. Los peones agrarios, dependientes de la temporalidad, precarios por definición, ven cómo se reducen sus jornales pese a la dureza de su labor. Y se da la odiosa situación de que, aunque trabajen, se encuentran en una situación cercana a la pobreza.

La agricultura y la ganadería, sectores fundamentales no sólo para la supervivencia de las zonas rurales sino también para alimentar a los habitantes de las zonas urbanas, ligadas aquellas desde siempre a la tierra, se han convertido en una máquina productiva al servicio del mercado, siguiendo sus reglas: crecer en tamaño y cantidad – sólo los grandes sobreviven, nos dicen – para seguir acumulando. Esta carrera fratricida está empujando a los pequeños productores a desaparecer y a los recursos a agotarse. Ejemplos son la sobreexplotación de acuíferos o la contaminación de la tierra y el agua por los fito-sanitarios y fertilizantes. La industria agro-alimentaria es la palanca utilizada por el mercado para transformar el campo a sus intereses.

En las últimas décadas ha ido disminuyendo el número de explotaciones agropecuarias. Menos explotaciones, pero con mucha más tierra concentrada en muy pocas manos. Se observa también que han aumentado el número de sociedades mercantiles no cooperativas y el porcentaje de tierra que poseen. Estos hechos, junto con el aumento del precio del suelo agrícola, explican la mercantilización de la tierra, promovida por las políticas agrarias actuales que están en la base de la desigualdad en el medio rural. Mientras, crece el número de jornaleros sin empleo y sin tierra.

La sociedad rural desorientada.

Los valores positivos de la cultura rural: la solidaridad, la ayuda mutua, la relación con el medio natural,… están siendo sustituidos por las reglas del capitalismo: la competitividad, la inmediatez, la ambición, la servidumbre,… Nuestra identidad rural se diluye entre el miedo y la codicia, destruyendo y despreciando el legado histórico y cultural, material e inmaterial, que está más amenazado que nunca.

Por suerte, una nueva generación comprometida con el cambio puede y quiere hacerse cargo de recuperar y extender esos valores positivos. Apostar por la vida en el campo es una forma de resistir a las normas del capital. Una nueva sociedad rural quiere emerger integrando la agroecología como su medio de vida. Y la mujer toma la iniciativa, resarciéndose del maltrato que el Estado y el Capitalismo, eminentemente patriarcales, impusieron sobre la organización social rural.

Un Estado represor.

Nos dan igual las excusas que utilicen: este Estado ha fracasado en su supuesta obligación de velar por el bien común. Ahora todas sus mentiras se hacen evidentes: siempre fue SU Estado, el de los poderosos, su herramienta para garantizar sus intereses y privilegios.

La ciudadanía tiene el deber de forzar la marcha de quienes han fracasado, para poder cambiar las reglas del juego. Todos ellos deben marcharse. Afirmamos con rotundidad que esto no es una democracia. Al poder nuestras quejas no les importan: tienen su propio plan y además nos criminalizan, amenazan y reprimen. Por eso, ya no queremos pedirles nada.

Necesitamos unirnos en la lucha.

Los conflictos concretos de algunos territorios y los ataques generales a toda una sociedad deben tener una respuesta común. Ahora más que nunca es necesaria conciencia y solidaridad entre aldeas, parroquias, pueblos, comarcas y ciudades enclavadas en el campo. Debemos generar un marco donde todas las luchas se conviertan en una sola voz, caminando, sin miedo, hacia la re-ruralización y la re-agrarización. El mundo rural es fundamental para la supervivencia y sostenibilidad de las sociedades. Ésta es nuestra fuerza. No somos el problema. Somos parte fundamental de la solución. El futuro es rural.

¿Qué podemos hacer?

Debemos tomar conciencia de cuál es la situación a la que nuestras vidas se enfrentan. Y, a partir de ahí, sin ninguna duda, es necesario estar unidos, que, a diferencia de estar juntos, conlleva un grado superior de compromiso y solidaridad. Debemos conquistar la autonomía en nuestras decisiones. Es la movilización hombro con hombro la que ayuda a crear esa alternativa. Las movilizaciones unitarias y todas las actividades que las rodean son fundamentales: no para pedir al poder, esa vía se ha descostrado falsa e inútil, sino para generar conciencia colectiva, para sentirnos acompañados, para aprender, y sobre todo para sentir la fuerza que tenemos para imponer un cambio, este es el primer paso.

¿Cómo podemos hacerlo?

Entendemos que es necesaria una movilización permanente, global y al mismo tiempo descentralizada y autogestionaria. Hay que romper con la idea de centralidad, y dificultar el control estatal por la misma multiplicidad de la movilización.

Las iniciativas deben surgir autónomamente desde todo tipo de colectivos de base, asociaciones o personas individuales, en cada pueblo, parroquia o aldea, y necesitan también del apoyo decidido de las personas que viven en las ciudades, pues el futuro rural es también garantía de su propio futuro.

Esta alianza por el mundo rural hace un llamamiento a toda la ciudadanía ibérica a organizar y participar de esta movilización general del mundo rural, organízate y sal a la calle.

El próximo 18 de Mayo a las 12:00h en todas las plazas y calles de nuestros pueblos.